Contos de Inkster: Inferno gelado
Por Thiago Salles
A noite era fria como o inferno, rangendo os dentes sob uma bocarra maldita que se abria para o céu noturno. Ondas sonoras invadem os ouvidos, e desejo realmente ser surdo. Elas entram em minha mente como vermes infernais que devoram meu cérebro. Um névoa irrespirável separava os prédios, e o cheiro de azedume vindo das tripas desta fera maldita fazia com que qualquer um se recusasse a estar vivo.
O rádio gritava comigo. Assim como tudo neste lugar maldito. As pessoas, os carros, até mesmo os animais gritavam e sussurravam com suas vozes ensurdecedoras no dia a dia.








